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TUBI no arCom uma semana de existência, o canal interno de
televisão da Universidade da Beira Interior não quer ser
mais que isso. Nada de TV regional nem local, a TUBI
será isso sim um laboratório para os estudantes de
Ciências da Comunicação.
Com a TUBI - Televisão da Universidade da Beira Interior -
conferências e palestras deixaram de ser o que eram. Que o diga
o comandante Silva Soares que teve que enfrentar o olhar
indiscreto e mais atento de uma câmara de TV durante a sua
prelecção sobre a «Panorâmica do transporte aéreo em Portugal
e no Mundo». Doravante e graças ao canal interno de televisão,
a funcionar na universidade da Covilhã desde a semana passada,
todos os acontecimentos que fazem a vida da UBI podem ir para
o ar. Com um único inconveniente, é que ainda não pode haver
directos, é tudo gravado e transmitido três vezes ao dia às 10;
14 e 16 horas. De qualquer forma, a grelha de programação
ainda não é uma dor de cabeça para os cinco técnicos que estão
por trás da TUBI. Semanalmente, escolhem-se cinco filmes do
arquivo do CREA - Centro de Recursos de Ensino e
Aprendizagem -, responsável pela emissão da televisão: «A
TUBI é feita por aquilo que é nosso», diz João Canavilhas, um
dos técnicos. «Vamos ter programação ao longo do tempo e
quando os alunos de Ciências da Comunicação começarem a
produzir, então teremos mais programas em carteira»,
acrescenta.
Ao longo desta semana, os potenciais espectadores puderam ver
alguns trabalhos do CREA como o filme «Covilhã: cidade
fábrica», produzido por altura da vinda de Mário Soares à
Covilhã em 94, ou «Construir uma catedral», ou ainda o velhinho
«Instituto Politécnico da Covilhã», de 1980, - que passa hoje -
e, finalmente, «Castelo Branco, uma cidade histórica»
programado para amanhã. Tudo filmes didácticos ou
promocionais, inteiramente realizados e produzidos no CREA.
No futuro, os responsáveis pelo canal esperam as primeiras
produções dos estudantes de Ciências da Comunicação que
podem realizar quer pequenas ficções quer mesmo reportagens
ou telejornais. Aliás este é o principal objectivo do CREA e da
TUBI, ambos funcionam como um «laboratório para eles», onde
os alunos que frequentaram a cadeira de Cinema e o Atelier de
Jornalismo têm a possibilidade de produzir programas para a TV
interna. Para Manuela Penafria, outro elemento do CREA, o que
importa é «pôr as pessoas a trabalhar e formar gente», o que irá
acontecer dentro em breve com o início do segundo semestre.
TV por cabo
De resto, aquilo que mais preocupa os fundadores da TUBI é a
forma como a televisão pode chegar a mais gente. Difundida por
cabo no Pólo 1 para três receptores situados junto ao bar e às
duas principais entradas, está ainda prevista a instalação de mais
um televisor no Pólo 4, enquanto se espera chegar rapidamente
aos outros pólos da UBI espalhados pela cidade.
Das emissões constam ainda um serviço de informação útil para
alunos, professores e funcionários da UBI, como o calendário
das provas, das palestras e outras iniciativas que possam
interessar aos mais de quatro mil estudantes que frequentam
aquela universidade. Para João Canavilhas, a TUBI não é mais
que o UBIversitas, boletim informativo da universidade, em
formato audiovisual. De resto, passada a primeira semana de
acertos, os estudantes já se habituaram a dar uma vista de olhos
aos televisores. Santos Silva, reitor da UBI, teve honras de
abertura das emissões numa entrevista sem qualquer montagem,
«o que nos deu boas perspectivas para futuras emissões em
directo», constata João Canavilhas. Para além deste ponto alto,
as emissões têm prosseguido sem problemas.
Criado desde o início da UBI, o CREA constitui-se como uma
unidade de investigação, de apoio ao ensino e de prestação de
serviços na área do audiovisual. Dirigido pelo vice-reitor,
António Fidalgo, e constituído por quatro técnicos formados na
UBI, o centro tem ainda sido solicitado para a produção externa.
Um filme sobre o museu dos lanifícios da universidade já passou
mesmo na TVI e participou, no ano passado, no festival do filme
documental de Oeiras. Mas o centro tem já os olhos postos no
futuro e está a preparar um CD-Rom sobre a universidade,
enquanto um segundo está na calha no âmbito de uma
investigação multidisciplinar que envolve sociólogos,
antropólogos e historiadores, de forma a obter uma análise dos
sistemas e modos de vida da região da Beira Interior. Este é um
projecto integrado no Interreg 2 e que envolve ainda a
Universidade de Salamanca, o IPG e o Politécnico de Castelo
Branco. O objectivo é divulgar o potencial turístico, sociológico
e cultural desta região trasnfronteiriça: «Os investigadores fazem
o trabalho e nós passamos essa informação para suporte visual»,
explica João Canavilhas.
Luis Martins
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