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A história de Belmonte
Através dos séculos
Belmonte é vila e concelho do distrito de Castelo Branco. Sede de concelho desde 1199, data do primeiro foral, só em 1898 se constitui definitivamente como tal, tendo até então sofrido diversas vicissitudes, que ora extinguem o concelho, ora o restauram. Tudo indica que a vila de Belmonte tenha resultado do fenómeno de encastelamento que ocorreu ao longo da antiguidade tardia e da alta Idade Média, por toda a Europa, e que na Península Ibérica se ficou a dever não só às invasões bárbaras mas, sobretudo, ao período de confronto entre as hostes cristãs e muçulmanas que, por todo o território português provocou o surgimento de pequenos povoados e redutos fortificados em pontos geograficamente estratégicos. No que se refere a Belmonte convém referir que a região se inseria, então, numa zona de permanentes avanços e recuos de ambas as forças militares, o que punha em risco a população que a habitava e que viveria num quase vazio político.
Apesar do controlo da região ser atribuído a D. Afonso Henriques, é só com D. Sancho I que o poder central demonstra um interesse efectivo pela zona, através de inúmeras Cartas de Foral que promovem o seu repovoamento e controlo político. Em 1199, cinco anos após a concessão do foral a Centum Cellas, pelo Bispo de Coimbra, o monarca fixa os termos do concelho que vão sofrendo alterações ao longo dos tempos. No século XIII, Belmonte já é uma comunidade em franca expansão, localizada numa zona fronteiriça, que se desenvolve à sombra do castelo, que terá então sido erigido ou adaptado, e que, além de oferecer protecção às populações, garantia o controlo político, juntamente com os restantes castelos da região. Espelhando o crescimento de então, conta com duas igrejas, Sta. Maria e S. Tiago, e, muito recentemente, uma sinagoga.
Mas foi em 1500 que Belmonte se evidenciou. A 9 de Março, em Belém, após o regresso de Vasco da Gama, D. Manuel I envia para a Índia uma poderosa armada, composta por 13 velas, sob o comando de Pedro Álvares Cabral, filho de Fernão Cabral, alcaide-mor de Belmonte. A 22 de Abril Álvares Cabral aporta à costa do Brasil, levando consigo para terras desconhecidas o nome de Portugal e Belmonte.

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