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Em caso de emergência
Evite o pânico
Entrar em pânico é o que pior pode acontecer em
caso de acidente grave, catástrofe ou calamidade. Para o evitar, nada melhor que estar
informado como deve actuar perante situações de emergência, em que a sua vida, e a dos
outros, pode ficar em risco. Não arrisque, previna-se.
Gabriela Marujo
É difícil manter o sangue frio quando somos confrontados
com situações em que a nossa vida pode estar em risco. No entanto, enquanto cidadãos,
temos o direito e o dever de estar informados sobre o que fazer perante uma situação de
emergência, por forma a minimizar as suas consequências. A protecção civil é uma
tarefa de todos para todos, sendo uma função prioritária de todos os cidadãos,
autoridades, funcionários e agentes do Estado, de modo a poder responder de uma forma
eficaz, oportuna e coordenada em caso de emergência grave.
O que fazer em caso de acidente grave, catástrofe ou
calamidade? Em qualquer situação de emergência, procure manter a calma e acalmar as
outras pessoas, já que o pânico é o pior que pode acontecer perante um acidente grave.
Avise e ajude os vizinhos, evite utilizar o telefone, desligue a electricidade - excepto
se houver fuga de gás -, o gás e a água, não fume nem acenda fósforos, em caso de
incêndio chame os bombeiros, siga as recomendações das autoridades que forem difundidas
pelos órgãos de comunicação social ou outros meios, e não dificulte a acção das
forças de socorro. No entanto, estas são apenas algumas recomendações, visto a
diversidade de situações de emergência passíveis de ocorrer não permitir uma resposta
uniforme que se aplique a todos os casos.
Uma das situações de emergência mais frequentes no
distrito da Guarda são os fogos florestais, que anualmente devastam milhares de hectares
e põem em perigo a vida de bombeiros e civis. Ainda que grande parte seja de origem
criminosa, a falta de cuidado e de informação sobre como preservar a floresta do fogo
continuam a ser os principais responsáveis pelo aumento do número de incêndios. Cabe a
cada um de nós adoptar acções preventivas, sempre que haja risco de incêndio e
sobretudo durante a época de fogos.
Vale mais prevenir...
Desta forma, não se devem fazer queimadas em terrenos
situados no interior das matas, nem numa distância até 300 metros do seu limite, assim
como lançar foguetes ou fogo de artifício, dentro das matas nem numa distância até 500
metros do seu limite, queimar lixos no interior das florestas nem numa distância até 100
metros dos seus limites, ou fazer lume de qualquer espécie no interior das matas e nas
estradas que a atravessam. Devem utilizar-se apenas máquinas equipadas com dispositivos
tapa-chamas nos tubos de escape, e de protecção contra a libertação de faíscas, e
limpar o mato num mínimo de 50 metros à volta das habitações, armazéns, oficinas e
outras instalações. Por outro lado, qualquer cidadão que tiver conhecimento, na área
de residência, de situações de risco potencial de incêndios (limpeza de matos
deficiente, queimadas, lixeiras ou outras), deve avisar a sua autarquia, os Serviços
Florestais, a GNR ou os Bombeiros.
Mesmo que siga à risca estas medidas de prevenção, não
pode pôr de lado a hipótese de ser surpreendido pelo início de um incêndio florestal.
O que fazer nesse caso? Num incêndio de pequenas proporções, em que tenha a percepção
que não corre perigo, deve tentar apagá-lo utilizando ramos, abafadores, pulverizadores,
pás ou enxadas. Caso contrário, deve contactar os bombeiros, Serviços Florestais,
forças de segurança (GNR ou PSP) ou as Forças Armadas, através do número 112, ou, se
necessário, os avisadores de estrada. A colaboração pode ainda ser feita de uma outra
forma. Repare na presença de pessoas e viaturas com comportamentos estranhos na zona,
anote descrições e marcas, cores e matrículas de veículos, e relate tudo o que achar
suspeito às autoridades competentes. Não vá assistir aos incêndios e deixe livres os
acessos para aqueles que combatem as chamas, e, a fim de evitar reacendimentos, colabore,
quando solicitado, nas operações de rescaldo e na vigilância pós-rescaldo.

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