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Terra por um fio
Espólios a devolver, museu à borla e avatares

ESPÓLIOS POLÉMICOS. Os Museus ingleses poderão ter de devolver parte dos seus espólios, devido à discussão gerada em torno dos Mármores de Elgin - fragmentos das esculturas que decoravam a Pártenon (século V a.C, Grécia) -, levados por Lord Elgin para o Museu Britânico, no início do século XIX. Na continuação desta polémica, que dura há quase 200 anos, o Executivo inglês nomeou uma comissão parlamentar para elaborar um documentos com as linhas orientadoras das negociações.

De acordo com um artigo publicado no "The Guardian", os directores de museus serão forçados a reconsiderar, moral e legalmente, a posse de alguns dos objectos, podendo vir a ter de devolver mais de 10 por cento das suas colecções. Aliás, dezenas de instituições já foram alvo deste tipo de solicitações e obrigadas a negociar a devolução de peças importantes do ponto de vista etnográfico. Dos objectos devolvidos consta, por exemplo, a armadura de um guerreiro Sioux, morto na batalha Wounded Knee, ocorrida em 1890, devolvida pelo Museu de Glasgow aos descendentes da comunidade índia.

MUSEUS FRANCESES COM VISITAS DE GRAÇA. Se está a pensar ir a França nos próximos tempos, escolha bem a data já que é possível visitar, de graça, qualquer um dos 34 museus nacionais franceses no primeiro domingo de cada mês. Trata-se de uma medida recente do Governo de Jospin para adquirir uma nova clientela, e, ao mesmo tempo, proporcionar às pessoas de poucos recursos económicos o acesso a este tipo de instituições. O teste ocorreu pela primeira vez no início deste ano, aquando da reabertura do Centro Pompidou, o qual esteve fechado para obras durante mais de dois anos. No fim-de-semana da inauguração, cujas entradas foram todas "à borliú", o novo Pompidou foi visitado por mais de 80 mil pessoas.

A ideia foi apoiada na experiência do Louvre, que há dois anos abre as portas gratuitamente um domingo do mês. Durante este tempo, houve um aumento superior a 70 por cento no número de visitantes, dos quais 44 por cento declararam, num inquérito, que se não fosse de graça não o teriam visitado.

LEVAR PARA CASA AS PRÓPRIAS IMAGENS. Os visitantes do parque temático londrino "Millenium Dome" poderão levar para casa as suas próprias imagens virtuais, proceder a um "download" nos seus computadores pessoais, através da Internet, e inseri-las em jogos de computador ou reuniões no ciberespaço.

O processo, desenvolvido pela Telecom britânica, a AvatarMe Ltd. e a Universidade de Surrey, é simples e rápido: o cliente entra numa das três cabinas prateadas da Avatar e um "scanner" digitaliza quatro imagens suas, conseguidas a partir de igual número de ângulos (frente, costas, perfil esquerdo e direito). A textura, o cabelo e a roupa são posteriormente acrescentados e o resultado final é uma animação realista a três dimensões, também conhecido por avatar.

Certos detalhes, como o contornos dos olhos e da boca, ficam pouco delineados, mas a aplicação tende a aperfeiçoar-se e a Telecom prevê que em 2001 as imagens sejam muito mais nítidas e pormenorizadas. Além de poder levar consigo o seu próprio avatar, ainda lhe garantem a possibilidade de se ver a dançar virtualmente com quem escolher para seu par, como por exemplo o John Travolta, lutar com o pugilista que mais gostaria de esmurrar, ou ainda participar em actividades comuns com os avatares de outros visitantes.


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