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Cultura
Mediateca VIII Centenário
Espaço de cultura

FOTO A Mediateca VIII Centenário, situada nos antigos Paços do Concelho da Guarda, tem aberta ao público, desde a passada Quinta-feira, uma nova valência: a Fonoteca, «um espaço destinado à fruição musical nas suas múltiplas vertentes» onde o utente «poderá escolher o CD do seu agrado e escutá-lo, de modo confortável e com qualidade estéreo, nos vários postos de audição da sala». Vergílio Bento, vereador da Cultura da Câmara Municipal da Guarda, referiu-se ao espaço como um «local importante de animação cultural», que surge no seguimento de uma política adoptada pela câmara de dar funcionalidade cultural a todos os edifícios antigos da cidade. A Mediateca, refere, «é uma infra-estrutura cultural de cariz multimédia ao serviço do público em geral», é «um espaço de lazer, onde as pessoas podem consultar gratuitamente a internet, e ouvir a música que gostam». A parte da manhã é essencialmente reservada às escolas, com o projecto "Música Divertida", orientado por Élia Fernandes, destinado às crianças do primeiro ciclo da Guarda. A Mediateca, afirma ainda Vergílio Bento, «é uma estrutura independente e autónoma» para que «possa funcionar com qualidade». Situada num «local nobre da cidade», este estrutura «é mais um local cultural que contribui para que a Guarda seja uma cidade de cultura», uma vez que «dentro em breve terá todos os equipamentos que isso exige».

Vítor Afonso, coordenador da Mediateca, refere que «este edifício é único no país» e é também «uma estrutura altamente complexa que não se faz de um momento para o outro». O coordenador aproveitou para explicar que o projecto "Música Divertida" se encontra a funcionar desde 20 de Novembro do ano passado, com oito escolas do primeiro ciclo. O Ciber-café, «um café normal que possui computadores ligados à internet com acesso inteiramente gratuito», está aberto desde 3 de Janeiro e conta já com 267 acessos à internet, contabilizando mais de 279 horas de utilização. A Fonoteca, referiu o coordenador, «é um espaço polivalente de funções onde, além de se ouvir música, se pode ter acesso à biblioteca especializada, onde se podem realizar pequenos espectáculos e conferências». Vítor Afonso refere que «começámos com cerca de mil CD's, mas este número é para ser aumentado e actualizado». Os principais géneros musicais contemplados na Fonoteca são o Pop/Rock, «onde se pretende integrar as grandes referências musicais e históricas do passado e do presente, divulgar nomes e grupos menos conhecidos do grande público mas detentores de uma produção musical de qualidade»; Jazz/Blues, «que pretende divulgar os nomes mais emblemáticos que contribuíram para a sua história, abordando os diferentes géneros que medeiam entre o jazz clássico e o free jazz, sem esquecer as suas ramificações estilísticas». Na área da World Music/ Tradições Musicais são contempladas «as expressões musicais de carácter autóctone e as tradições musicais populares de cada país e região». Referência ainda para géneros musicais como a música electrónica e a dance music, «cada vez mais do apreço dos jovens»; a música clássica erudita, «com uma selecção dos nomes mais sonantes no que toca a compositores, obras e maestros»; a música contemporânea e as novas linguagens musicais, «que compreende todas as tipologias e estéticas conotadas com as correntes mais vanguardistas e experimentalistas da música, sobretudo os que despontaram a partir da segunda metade do século até à contemporaneidade»; e a música para crianças, que inclui bandas sonoras de programas infantis, peças de teatro, histórias e contos infantis e música de programas televisivos.

Para que a Mediateca funcione em pleno, falta ainda a abertura da Videoteca, um espaço onde poderão ser vistos, gratuitamente, filmes de vários géneros e documentários educativos, individual ou colectivamente.

MJS

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