








 









|

Entre críticas e desconfianças
Manuel Neca eleito por unanimidade
Apenas elementos de 4 dos trinta e nove clubes filiados na Associação de Atletismo da Guarda (AAG) marcaram presença na Assembleia Geral Extraordinária, realizada no passado Sábado - e não no Domingo como foi referido, por lapso, na edição anterior - no Pavilhão Desportivo Municipal S. Miguel, para a eleição dos órgãos sociais para o quadriénio 2000/2004. Embora tivesse sido aprovada por unanimidade a única lista concorrente às eleições, a Assembleia ficou marcada pelas intervenções dos elementos da Associação Cultural e Recreativa da Srª do Desterro (concelho de Seia), a propósito de alguns dos objectivos apresentados pelo futuro presidente da direcção da AAG, Manuel Neca. Designadamente no apoios aos clubes, no relacionamento entre Associação e clubes e à filiação de atletas. No primeiro ponto, António de Jesus, presidente da direcção do clube da Srª do Desterro, afirmou estar a «pensar seriamente em acabar com o atletismo», caso o apoio dado pela AAG se «mantenha». Um "ultimato" ao qual Manuel Neca não pôde deixar de responder, argumentando que os clubes não podem estar dependentes dos apoios da Associação, mas caso se chegue à conclusão que o actual Programa de Apoio deve ser alterado, altera-se. No entanto, alerta, «não podemos hipotecar a saúde económica da Associação». Concordando que não se pode gastar mais do que aquilo que se tem, os elementos da ACR da Srª do Desterro quiseram saber «quais vão ser os planos de critério na distribuição do apoio aos clubes». «O actual Plano tem itens que devem ser respeitados», justificou Manuel Neca, nomeadamente o número de filiados, rankings, e nas divisões em que os clubes militam. Itens que, de acordo com Lúcio Gil, actual presidente da direcção da AAG, a «Federação [Portuguesa de Atletismo] não respeita». Daí que, em seu entender, seja necessário reforçar as reivindicações junto daquele organismo.
Uma deixa que os elementos do clube de Seia aproveitaram para referir as relações entre a Associação e os clubes filiados, salientando que as reuniões têm sido a pedido, na quase totalidade, dos clubes. Por parte do futuro presidente ficou a garantia que as reuniões vão intensificar-se. Os dirigentes da Srª do Desterro continuaram as críticas, desta feita em relação à filiação dos atletas. «Para quê criar condições para que haja mais atletas filiados, se depois lhe cortam as pernas?», questionou António de Jesus, exemplificando com alguns casos que se passaram recentemente com atletas daquele clube. Com este jogo de pergunta/resposta, o objectivo da Assembleia Extraordinária foi quase posto em segundo plano. Foi necessário a Mesa lembrar que estes assuntos devem ser discutidos em local próprio.
A tomada de posse dos futuros órgãos sociais está marcada para o próximo dia 15, data em que se realiza a Festa do Atletismo. «Há jantar? Então devem aparecer mais clubes», concluiu, em tom irónico, o presidente da Associação Cultural e Recreativa da Srª do Desterro.
Na Assembleia Geral Ordinária, que antecedeu a Extraordinária, e onde foram aprovadas, por unanimidade, as contas e Relatório do Exercício de 99/2000, ficou marcada pelo voto de pesar a Carlos Amaral, recentemente falecido, e um voto de louvor a Pedro Martins, propostos pela Mesa da Assembleia.
GM

|