05 Set 96
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Nasce no Covão da Ametade, na
serra da Estrela, a poucos quilómetros de
Manteigas, e atravessa os concelhos de Guarda,
Covilhã, Belmonte e Fundão. Ao longo de
todo o seu percurso, o Zêzere tem sofrido de graves
atentados durante as últimas décadas. Os
primeiros efeitos poluidores fazem-se logo sentir ao
chegar a Manteigas. Os produtos provenientes das
fábricas de lanifícios e esgotos
domésticos são o inimigo número um.
O presidente da Câmara Municipal, José
Biscaia, é o primeiro a admitir que o Zêzere
está «altamente atropelado». E o dedo
é apontado à falta de mais
Estações de Tratamento de Águas
Residuais (ETAR). É que, a que existe funciona com
algumas limitações, actualmente está
com «80 por cento de funcionamento, o que é
muito para a sua capacidade». Recuperação das ribeiras Foi com vista a promover e participar no
desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida do
concelho da Covilhã, que a Câmara Municipal
e a Universidade da Beira Interior celebraram um
protocolo para a recuperação daquelas duas
ribeiras que passam junto às fábricas de
lanifícios. Ambas têm vindo a ser afectadas
com a descarga dos efluentes urbanos e industriais. O
aspecto que apresentam é prova disso. Os
níveis de poluição hídrica
são mesmo elevadíssimos, conforme é
salientado no protocolo de cooperação entre
as duas entidades para a elaboração do
estudo prévio e do projecto de
requalificação e recuperação
das ribeiras. O total do empreendimento, que será
candidatado ao Programa Operacional do Ambiente (POA),
está orçado em 250 mil contos, prevendo-se
que as obras venham a ter início em 1997. Gustavo Brás |