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«É um bom plano
mas...»
Maria do Carmo Borges, a presidente em
Exercício da Câmara da Guarda, não
coloca defeitos à proposta de revisão do
Plano Rodoviário Nacional. À partida,
sublinha, trata-se de «um bom plano». Tudo
depende, no entanto, do «tempo de
execução das obras». Para a Guarda,
salienta, é importante que o IP2 seja uma
realidade já no próximo ano. Contudo, isso
só deverá ser possível se for
lançado a concurso ainda este ano o troço
Guarda - Benespera e que as obras se iniciem no primeiro
trimestre de 1997.
Para além disso, a autarca da Guarda espera
«ardentemente» que parte do IP2, «se tiver
que ser simultâneo com a EN 102 (Meda-Foz
Côa), que o traçado seja, pelo menos,
melhorado», uma vez que, como é sabido,
«não tem características de
itinerário principal». A autarca defende
também que seria «óptimo» que
todo o traçado do IP2 tivesse duas faixas de cada
lado.
Outro dos elogios que Maria do Carmos Borges tece ao PRN
2000 tem a ver com a duplicação e
rectificação do IP5. E defende que se isso
vier a ser mesmo uma realidade é
«suficiente» para a Guarda. Na sua
opinião, «mais do que a auto-estrada
Guarda-Aveiro (A14), à Guarda interessa muito mais
ter boas vias quer a sul quer a norte, ou de
ligação entre o litoral e o interior.
A presidente da Câmara não coloca
também qualquer problema pelo facto de a autarquia
ter que ficar na posse de alguns troços da EN18 e
da EN16. A Câmara já tinha, aliás,
nesse sentido celebrado um protocolo com a Junta
Autónoma de Estradas. Por isso, salientou,
«não nos podemos queixar por estas estradas
virem a ser desclassificadas após a
conclusão do IP5 e do IP2».
Maria do Carmo Borges considera, no entanto, que
não está posta de lado a pretensão
de conseguir que seja feito no IP5 o nó do
Alvendre de acesso à Guarda. Mas mesmo que isso
não se venha a concretizar, tudo indica que quando
a VICEG (Via de Cintura Externa da Guarda) estiver
concluída, «as dificuldades de acesso
«far-se-ão sentir muito menos».
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