05 Set 96   









 

 


«É um bom plano mas...»

Maria do Carmo Borges, a presidente em Exercício da Câmara da Guarda, não coloca defeitos à proposta de revisão do Plano Rodoviário Nacional. À partida, sublinha, trata-se de «um bom plano». Tudo depende, no entanto, do «tempo de execução das obras». Para a Guarda, salienta, é importante que o IP2 seja uma realidade já no próximo ano. Contudo, isso só deverá ser possível se for lançado a concurso ainda este ano o troço Guarda - Benespera e que as obras se iniciem no primeiro trimestre de 1997.
Para além disso, a autarca da Guarda espera «ardentemente» que parte do IP2, «se tiver que ser simultâneo com a EN 102 (Meda-Foz Côa), que o traçado seja, pelo menos, melhorado», uma vez que, como é sabido, «não tem características de itinerário principal». A autarca defende também que seria «óptimo» que todo o traçado do IP2 tivesse duas faixas de cada lado.
Outro dos elogios que Maria do Carmos Borges tece ao PRN 2000 tem a ver com a duplicação e rectificação do IP5. E defende que se isso vier a ser mesmo uma realidade é «suficiente» para a Guarda. Na sua opinião, «mais do que a auto-estrada Guarda-Aveiro (A14), à Guarda interessa muito mais ter boas vias quer a sul quer a norte, ou de ligação entre o litoral e o interior.
A presidente da Câmara não coloca também qualquer problema pelo facto de a autarquia ter que ficar na posse de alguns troços da EN18 e da EN16. A Câmara já tinha, aliás, nesse sentido celebrado um protocolo com a Junta Autónoma de Estradas. Por isso, salientou, «não nos podemos queixar por estas estradas virem a ser desclassificadas após a conclusão do IP5 e do IP2».
Maria do Carmo Borges considera, no entanto, que não está posta de lado a pretensão de conseguir que seja feito no IP5 o nó do Alvendre de acesso à Guarda. Mas mesmo que isso não se venha a concretizar, tudo indica que quando a VICEG (Via de Cintura Externa da Guarda) estiver concluída, «as dificuldades de acesso «far-se-ão sentir muito menos».